sábado, 24 de dezembro de 2011

Soneto de Natal

Anjos de asas de graça reluzente
junto ao menino nu na manjedoura
tangendo bois de luar me vêm á mente
no leve sopro de uma flauta moura.

Como invejo o carneiro displicente
a ruminar a palha acolhedora
ainda orvalhada pelo sangue quente
da placenta da nuvem redentora.

Pastor de versos, pássaros e sapos,
guardando poemas na mochila em trapos 
e grãos de areia - restos do destino.

Sonho um dia encontrar a estrela-norte
e segui-la ao deserto além da morte
puro, inocente e nu, feito o menino.

Um comentário:

  1. Own, que coisa mais fofa esse soneto, amei!!!

    Desde já desejo boas festas de fim de ano e muita felicidade em 2012!!!

    Mil Sweetkisses ♥
    http://www.docesonhodemenina.com.br/

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